sexta-feira, 23 de setembro de 2016

SYM - Novidades da marca taiwanesa para 2017


A Sym, depois do marasmo nos últimos anos, vai atacar em força o ano de 2017, com muitas novidades e atualizações de modelos já existentes.

Começando pelas atualizações:

 - Joyride S - 


Modelo bem sucedido e já com alguns anos de mercado (a primeira geração foi lançada em 2009 - e que agora  recebe modificações ao nível das motorizações, 125 e 200, passando pela design da zona frontal, agora com iluminação totalmente em LED, uma traseira mais esguia, um assento ainda mais confortável e espaçoso e modificações nas mecânicas, sendo ambas Euro4.



- Mio 115 - 


Pequena scooter citadina, de design retro, agora ainda mais bonita com a adoção de um novo farol dianteiro e luzes de mudança de direção em LED. A cilindrada sobe ligeiramente (Euro4). Também o painel de instrumentos é totalmente novo, agora com um display LCD.



- Jet4 - 


Um dos modelos de maior sucesso da marca, foi totalmente renovado, podendo dizer-se que estamos perante uma scooter totalmente nova.
Mantendo um design desportivo, a Jet4 está mais adulta (as rodas de 14  polegadas fazem a diferença) recebe também iluminação em LED, incluindo a luz no compartimento de arrumação debaixo do assento, maior e capaz de albergar um capacete integral.
Este modelo estará disponível em duas versões, com dois tipos de motorização, ambas com 125 cc.
A primeira mais básica, possui o motor refrigerado a ar da anterior versão, devidamente atualizado e travão de tambor na roda traseira.
A outra versão, mais sofisticada, vem equipada com um novo motor refrigerado por líquido e travão de disco nas duas rodas.



- Crox - 


Modelo apresentado em 2014, em duas versões, 50 e 125, é provavelmente a scooter mais radical da Sym. Recebe atualizações ao nível do design, novas decorações e grafismos e será agora vendida em duas versões.
Uma estradista e outra mais "fora de estrada", esta equipada com pneus mistos.
Travão de disco recortado, proteções das mãos e um painel de instrumentos digital com variadas possibilidades de escolha das cores no que diz respeito à iluminação, são fatores que fazem deste modelo, uma das scooters preferidas pelos mais jovens, nos países orientais.



- Cruisym - 


Novidade absoluta!

E chegámos à grande novidade da Sym para 2017, a Cruisym 300!


Algumas informações reveladas pela imprensa estrangeira, revelam que a Cruisym será a sucessora da conhecida Citycom.


Pessoalmente e é apenas uma opinião minha, penso que a Sym, resolveu dar um passo atrás, para depois dar dois passos à frente.
Como sabem, sou possuidor de uma GTS300i Evo, scooter de que muito gosto e com a qual já percorri Portugal de ponta a ponta e não tenho dúvidas em dizer, que é uma scooter fantástica e do melhor que se podia comprar, tendo em conta a sua relação qualidade/preço.


Entretanto a Sym renovou a GTS  e se a 125 continua a ser um sucesso - não tão grande como a GTS Evo - o certo é que a 300 e devido a vários fatores, vendeu de forma residual. Fatores estes que passam por um preço mais elevado,  que a colocam ao nível das rivais japonesas e... por um motor que apesar de ser mais potente, é menos agradável de conduzir, devido ao facto de funcionar sempre a rotações mais elevadas, parecendo que está sempre em maior esforço que o propulsor da  GTS300 anterior. E também são conhecidos alguns problemas ao nível da fiabilidade, problemas estes que a versão anterior nunca conheceu.


Por isso penso que, com a Cruisym, a Sym quer de alguma forma "corrigir" o tiro.
Ainda pouco ou nada se sabe sobre esta scooter mas, a ver pelas imagens... já estou a salivar!

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Vespa 600

E se colocarmos um motor de uma Yamaha FZR600 numa... Vespa?



terça-feira, 13 de setembro de 2016

Quadro4 - Mais que uma scooter... ou moto!


Depois do contacto que efetuamos com a scooter de três rodas da Quadro, chegou finalmente a altura de aqui, no "Gosto de Scooters", apresentar aquela que é a coqueluche da marca suíça: a Quadro4. 

Sim é verdade, a scooter topo de gama da Quadro, não tem duas e nem três, mas sim quatro rodas! 



Olhando para esta scooter, na frente, as parecenças com a sua irmã de três rodas, a Quadro3 (podiam ter sido mais originais e dado a cada uma destas scooters um nome mais, digamos. interessante...), são mais que evidentes, pois são iguais e também por isso, semelhanças com a MP3 da Piaggio, são bastante óbvias. Portanto, até aqui nada de novo. 
Todavia, tudo muda quando olhamos para o perfil desta scooter e também para a traseira e aí, as parecenças acabaram! 
Falando ainda da zona frontal e tal como já tinha referido em relação ao modelo três rodas, um pára-brisa transparente, ficaria melhor que este pintado de preto fosco. Mas lá está, são gostos pessoais pois houve pessoas que disseram exatamente o contrário, que o pára-brisas "pintado", dava a estas scooter um aspeto mais desportivo. Lá está, gostos... 

De perfil, eis que dou por falta do escape. Mas onde está ele? Nem do lado direito e nem do lado esquerdo? Pois não! 



O escape na Quadro4 está colocado, lá atrás, no meio das duas rodas traseiras. 



Na traseira de aspeto simples, sobressai o farolim (LED) de dimensões generosas e as "palas" das rodas, que lhe dão aquele aspeto de veiculo capaz de percorrer qualquer tipo de terreno, o que até nem está muito longe da verdade. 

Algo que notei diferente, para melhor, na Quadro4, quando comparada com a "irmã" de três rodas, foi em relação ao cuidado na montagem dos plásticos. Não que o material seja diferente mas, até a olho nu, conseguimos perceber um melhor acerto entre os painéis plásticos e como estes, na sua grande maioria são presos com parafusos e não com os habituais (e frágeis) encaixes, a robustez e ausência de vibrações ou ruídos parasitas, está garantida.



As diferenças entre as duas scooters, começam a revelar-se quando ocupamos o lugar do condutor. Apesar da presença, do pedal do travão traseiro, situado na plataforma direita da scooter, continuar a estorvar, o certo é que consigo sentir-me ainda melhor sentado do que na de três. O maior "culpado" é sem dúvida o assento. Não que o assento da Quadro3, seja mau! Nada disso! Só que o assento da Quadro4 é ótimo! 
A contribuir também para este melhor bem estar, temos à nossa frente, não o painel demasiado básico da "3", mas sim um painel de instrumentos bastante completo, diferente é certo, mas perfeitamente integrado nesta "four wheels". 


Pessoalmente gostei, por ser completo e principalmente por ainda possuir "relógios" analógicos", indo assim "contra" os totalmente digitais, tão na moda atualmente! O toque de modernidade é dado pelo pequeno visor digital, colocado  entre o velocímetro e o conta-rotações (ladeados pelas diversas luzes de informação), que fornece informações diversas, tais como, o nível de combustível, os contadores parcial e total, temperatura exterior, etc.



Situado abaixo do painel de instrumentos vamos encontrar um compartimento, de pequenas dimensões (podia ser maior...), sempre útil para arrumar alguma coisa. No seu interior está colocada a tomada para os carregadores de telemóveis, algo já ultrapassado e que poderia ser trocado por uma, cada vez mais útil, entrada USB. 




Devido ao espaço ocupado pelas duas rodas traseiras e respetiva "engenharia", o espaço disponível debaixo do assento é mais pequeno que na Quadro3. Mesmo assim e através do levantamento do assento do passageiro, cabe um capacete jet e/ou um integral de pequenas dimensões. 
Gostei bastante da qualidade do assento, e do respetivo sistema de abertura.

Já sentado na "Four", reparo que a posição de condução é semelhante à da "3" e que também lá está, do lado direito, o pedal do travão, utensílio obrigatório (entre outros) para que uma scooter de mais de 125 possa ser conduzido por quem apenas possui carta de ligeiros.
O travão de parqueamento, utensílio fundamental num veículo com estas características, está bem situado, no lado direito, junto ao assento



Chegou a altura de ligar o motor e nova surpresa! Apesar de ser, basicamente, o mesmo motor que equipa a Quadro3, o certo é que, para a ser montado na Quadro4, sofreu algumas alterações e isso é sentido logo ao carregar no botão do "start", chegando até nós um som mais de "moto" e  sentimos menos vibrações ao ralenti. 

E chegou a altura de arrancarmos. Esqueçam que esta moto/scooter tem quatro rodas pois conduz-se "quase" como uma scooter normal, tenha duas ou três rodas. Aqui o "quase" tem a ver com o facto da condução que, por incrível que pareça, se torna mais fácil que na Quadro3 e isto por diversas razões: primeiro e voltando ao motor, este em toda a sua faixa de rotação, é bastante mais suave, vibra menos e acima de tudo, tem um funcionamento menos rude, mantendo no entanto a mesma vivacidade. 



Apesar de ser o mesmo propulsor, a versão que está montada na Quadro4 viu ser aprimorado o modo de funcionamento, mais suave e silencioso, ao que acresce uma maior potência, 30 cv contra os 27 cv da Quadro3.
Não é que seja muito mais rápida que a sua irmã de três rodas, pois se este motor é mais potente, também tem de lidar com bastante mais peso (mais 57 kg!) só que, para além de ter um funcionamento bastante mais refinado e silencioso, ao longo de toda a a sua faixa de rotação a potência surge de forma mais progressiva, mas sempre pujante, transmitindo grande confiança ao condutor. 
E já que falei em confiança, é no capitulo da segurança que esta Quadro, se destaca claramente de todas as motos e scooters. 



Antes de mais nada, deixe-me esclarecer o seguinte: apesar de ter quatro rodas, a Quadro4 conduz-se tal como outra scooter de três ou duas rodas e ao contrário do que já li algures, também cai para o lado como outra qualquer scooter ou moto. 
A diferença, reside no facto de possuir um sistema de retenção que permite parar a moto sem que seja preciso ter os pés no chão, ou estacioná-la sempre fazer uso do descanso. Mas apenas isto. De resto e em andamento é como qualquer outro veículo de duas ou três rodas, no mínimo, quem a conduz tem de saber andar de bicicleta e ter umas noções básicas do que é andar numa "moto automática".

Voltando às "quatro rodas", aqui - e ao contrário da Quadro3 que apenas o tem no eixo dianteiro - vemos implantado o engenhoso sistema mecânico "HTS" (Hydraulic Tilting System tanto atrás como à frente. 

Ou seja, em cada eixo (dianteiro e traseiro), estão montados dois amortecedores (muito) especiais, interligados entre si na zona superior por um repartidor da pressão do óleo que é o responsável pela compressão e descompressão,  através da dosagem correta da quantidade de óleo em cada amortecedor, consoante a condução efetuada e da qualidade do piso por onde passamos. 



Isto resulta numa total aderência, com as rodas sempre coladas ao chão, o que transmite uma enorme confiança a quem a conduz.

Como acréscimo temos ainda o conforto, bastante (muito mesmo!) acima da "irmã" e de qualquer outro modelo de três rodas que já conduzi.



Tal como já referi no contacto efetuado com a Quadro3, uns pneus de melhor qualidade, farão toda a diferença, tanto no capítulo do conforto, como da eficácia em curva, se com os pneus que trás de origem, é o que é, como não será então com umas borrachas mais aderentes? Por certo fará a vida negra a muito boa scooter que por aí anda, até algumas de maior cilindrada.  

E quanto mais degradado é o piso, maior a diferença no que diz respeito ao conforto a bordo e segurança, mostrando que a Quadro4 "pau-para-toda-a-obra", o que  incluí até caminhos de terra – basta ver alguns vídeos no Youtube.

Conclusão – Confesso, quando ia a caminho da Living Plus para efetuar este contacto com esta Quadro4 (e também com a Quadro3), além da óbvia curiosidade em conduzir uma moto de 4 rodas (!), as expetativas não eram muitas, pensando eu que tinha à minha espera uma "geringonça" esquisita e difícil de conduzir, só que... estava totalmente enganado!
Se a Quadro3 é uma proposta bastante válida, principalmente no que diz respeito à relação preço/qualidade, já a Quadro4 é uma autêntica surpresa!
Muito sinceramente, não estava à espera que uma marca tão recente como a Quadro, conseguisse apresentar um produto com este nível de qualidade. 
Além de ser totalmente inovadora no que diz respeito à ciclistica e aqui o HTS faz toda a diferença, a Quadro4  possuí materiais de boa qualidade e bem montados, mostrando ser capaz de lutar ombro-a-ombro com outras marcas, superiorizando-se no entanto no que diz respeito à inovação, conforto e segurança. 
Fiquei com vontade de ter uma!

Campanha de lançamento - A Quadro continua a promover uma campanha de lançamento bastante interessante. Desta forma e durante mais algum tempo, poderão adquirir a Quadro4 por 10.190 € mais despesas de documentação. 
Ainda ao abrigo desta campanha, acompanha a Quadro4 um pára-brisa regulável, um cadeado e um voucher no valor de 50 € de desconto, caso adquira a top-case (muito bonita e de grandes dimensões). 

Fatores Positivos:
- Fator originalidade.
Design moderno e elegante.
- Acabamentos.
- Montagem dos painéis plásticos através de parafusos e não de encaixes.
Espaço de arrumação debaixo do assento.
- Motor silencioso e com baixo nível de vibrações e prestações de bom nível.
Sistema HTS (Hydraulic Tilting System) a grande mais-valia da Quadro4, elevando a segurança para um patamar bastante superior, quando comparado com outras scooters de duas e três.
Capacidade para circular em caminhos de terra, de forma segura e confortável.

Fatores Negativos:
- Design da zona frontal, demasiado colada à imagem das Piaggio MP3.
- Travões de acionamento rijo.
- Qualidade dos pneus.


Classificação Gosto de Scooters
@@@@@@@@@@@

Especificações Técnicas
Motor – Monocilíndrico (produzido pela Aeon), 4 válvulas, refrigerado por líquido.
Cilindrada – 346 cc.
Potência – 30 cv às 7500 rpm.
Binário – 24,5 Nm, às 5000 rpm.
Alimentação – Injeção eletrónica.
Transmissão – Diferencial (CVT). Duas correias de transmissão.
Suspensão (nos dois eixos) - Sistema HTS
Travões - 4 discos (240 mm)
(Sistema de travagem integral).
Pneus - 110/80 14.
Dimensões
Comprimento – 2,180 mm.
Altura – 1,340 mm.
Largura – 800 mm.
Altura do assento – 770 mm.
Depósito combustível – 14 Litros.
Peso (a seco) – 257 kg. 

Carlos Veiga (2016)